Sábado, 22 de Abril de 2006
Características do Texto Dramático
 

É constituído por:

  • Texto principal composto pelas falas dos actores que é ouvido pelos espectadores;

  • Texto secundário (ou didascálio) que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores.

É composto:

    • pela listagem inicial das personagens;

    • pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;

    • pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros);

    • pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;

    • pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras;


Acção – é marcada pela actuação das personagens que nos dão conta de acontecimentos vividos.

Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em actos, correspondentes à mutação de cenários, e em cenas e quadros, equivalentes à mudança de personagens em cena.

O teatro moderno, narrativo ou épico, põe completamente de parte as normas tradicionais da estrutura externa.

Estrutura interna:

  • Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da acção.

  • Conflito – conjunto de peripécias que fazem a acção progredir.

  • Desenlace – desfecho da acção dramática.

Classificação das Personagens:

* Quanto à sua concepção:

  • Planas ou personagens-tipo – sem densidade psicológica uma vez que não alteram o seu comportamento ao longo da acção. Representam um grupo social, profissional ou psicológico);

  • Modeladas ou Redondas – com densidade psicológica, que evoluem ao longo da acção e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador pelas suas atitudes.

* Quanto ao relevo ou papel na obra:

  • protagonista ou personagem principal Individuais

  • personagens secundárias ou

  • figurantes Colectivas


Tipos de caracterização:

  • Directa – a partir dos elementos presentes nas didascálias, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.

  • Indirecta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.


Espaço – o espaço cénico é caracterizado nas didascálias onde surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:

  • Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.

  • Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.

Tempo:

  • Tempo da representação – duração do conflito em palco;

  • Tempo da acção ou da história – o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático;

  • Tempo da escrita ou da produção da obra – altura em que o autor concebeu a peça.

Discurso dramático ou teatral:

  • Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;

  • Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;

  • Apartes – comentários de uma personagem que não são ouvidos pelo seu interlocutor.

Além deste tipo de discurso, o tecto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e à luminotécnica.

Intenção do autor - pode ser:

  • Moralizadora;

  • Lúdica ou de evasão;

  • Crítica em relação à sociedade do seu tempo;

  • Didática.

Formas do género dramático:

  • Tragédia

  • Comédia

  • Drama

  • Teatro Épico.


Outras características:

  • Ausência de narrador.

  • Predomínio do discurso na segunda pessoa (tu/vós).







Subject:

publicado por Ana Silva Martins às 20:33
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43 comentários:
De Anónimo a 24 de Junho de 2009 às 17:47
Acho que tem informaçao boa mas podia mostrar exemplos


De Anónimo a 30 de Março de 2011 às 09:12
tb axo


De claudemar a 27 de Julho de 2009 às 14:41
Sem sugestoes para comentar... Gostria que se fala-se das Estruturas(internas e externas) e exemplificando-as.


De Pedro a 10 de Abril de 2010 às 15:00
Eu acho k deviam por também akela cena do encenador, senoplasta e as defenições, porque é isso que eu preciso. Mas eu já fiz um trabalho dessa matéria e amei o que tinha aki. E podiam era falar das estruturas.


De Mariana a 4 de Maio de 2010 às 20:59
Obrigada :D
Este post ajudou-me muito :)


De Michael a 10 de Maio de 2010 às 16:57
Esta tudo muito confuso, sugiro que eleminem u esta página da internete, está uma "MERDA".


De noob a 26 de Maio de 2010 às 18:02
tu é que nem escrever sabes !
cresce miudo!


De joao a 19 de Janeiro de 2011 às 18:41
Tinha toda a informação que precisava. Obrigada!!!


De chauque a 14 de Agosto de 2010 às 12:41
há quem precise de saber dessa merda então, não vamos ser ingratos, o conteúdo ta muito bom, gostei continuem assim, vamos melhorar


De Joana a 23 de Maio de 2011 às 17:39
Eu acho que está bastante bom, só lhe faltam alguns exemplos mas de resto ajudou-me imenso. Acho que é de uma vergonha enorme pessoas que não têm mais nada para fazer e vêm para aqui criticar o trabalho dos outros quando nem melhor conseguem fazer :S


De Gabriela a 23 de Abril de 2014 às 20:58
Hello, my name is Gabriela I!m from England.
COOL VERY VERY NICE LIKET


De MiGuel a 27 de Maio de 2010 às 19:43
Esqueceu-s das didascalias !


De miguel a 11 de Junho de 2010 às 15:40
mas que merda e esta?Nao sabem fazer melhor!!!!


De Diogo a 7 de Junho de 2012 às 21:14
Vai dormir n fazias melhor


De letras a 10 de Setembro de 2010 às 17:33
Eu tenho uma dúvida quanto à seguinte citação: "Predomínio do discurso na segunda pessoa (tu/vós)." O gênero dramático não se caracteriza por ser a "arte do eu" por predominar o discurso em primeira pessoa, representando, portanto, como modelo de subjetividade? Não que eu discorde do "segunda pessoa (tu/vós)". Mas é essa a única forma?


De letras a 10 de Setembro de 2010 às 17:34
Ops, desculpa minha confusão. Corrigindo: (...) representando, portanto, um modelo de objetividade? (...)


De linda a 29 de Setembro de 2010 às 23:46
Vc não botou a origem e nem a função


De £lder a 26 de Outubro de 2010 às 19:47
Eu aprendir muito com esse texto


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